Comunidade jurídica e sociedade civil podem enviar contribuições ao GT, que é coordenado pelo ministro Edson Fachin

Fonte: TSE

O Grupo de Trabalho (GT) criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para estudar e sistematizar as normas eleitorais vigentes e identificar os conflitos oriundos das reformas eleitorais irá colher contribuições e sugestões da comunidade jurídica, da academia e da sociedade civil sobre o tema. Os interessados já podem enviar manifestações para o e-mail sne.eje@tse.jus.br.

Compete ao GT analisar os dispositivos do Código Eleitoral e propor uma apresentação textual coerente, de modo a facilitar sua compreensão, sem se sobrepor às instruções e sem a finalidade de promover alteração legislativa. A análise das normas deverá dialogar especialmente com problemas centrais e estratégicos, tendo como referência a atuação da Justiça Eleitoral e as futuras eleições.

Para que isso seja possível, serão constituídos sete grupos de discussão, divididos por eixos temáticos. Esses grupos deverão ser compostos por servidores e diretores dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) – que atuem e pesquisem sobre Direito Eleitoral e sobre a Justiça Eleitoral – e pela comunidade jurídica e acadêmica.

Para reunião e debate sobre o material levantado, o Grupo de Trabalho prevê a realização de uma audiência pública, em data ainda a ser agendada, que contará com oficinas de trabalho paralelas. O resultado final dessas discussões será levado a conhecimento do Plenário do TSE para análise e aprovação.

O GT foi criado pela Portaria TSE nº 115/2019, publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJe) do TSE no dia 15 de fevereiro deste ano.

Grupos temáticos

A coordenação-geral dos trabalhos está a cargo do ministro Edson Fachin. O ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto é o coordenador executivo dos eixos temáticos, e o ministro Og Fernandes, por sua vez, exerce a função de coordenador do conselho consultivo. Já a secretaria-geral do projeto está a cargo do diretor da Escola Judiciária Eleitoral (EJE/TSE), Flávio Pansieri. Os integrantes da coordenação executiva terão como função organizar e gerenciar a atuação dos subgrupos e unificar, ao final, as propostas apresentadas.

Os grupos estudarão as normas de dezenas de temas, tais como: direitos políticos, alistamento eleitoral e voto; apuração e contabilização de votos; sistema de nulidades, atividades administrativas e consultivas; mesários; propaganda eleitoral, pesquisa e partidos políticos; financiamento de campanha; elegibilidade/inelegibilidade e aplicação subsidiária e supletiva do Código do Processo Civil; crimes eleitorais; e participação das mulheres, dos jovens, da comunidade negra e da população indígena na política, bem como os direitos políticos das pessoas com deficiência e dos presos.

“As contribuições do GT irão respeitar sempre a independência e a harmonia dos demais Poderes e instituições. A ideia é facilitar a compreensão das leis eleitorais vigentes”, explica assessora do Gabinete do ministro Fachin, Polianna Santos, que também integra o GT.

IPRADE
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.