“O voto do eleitor é um ato de fé, no latu sensu da palavra. O eleitor tem convicção no seu candidato. E o que move essa confiança? Acredita-se que esse critério que não é racional está ligado à imagem do candidato. Ou seja, é um elemento muito mais emocional que racional, tal qual no campo religioso”, defendeu Maria Claudia Bucchianeri, no TED Alike sobre abuso de poder religioso que integrou a programação do VII Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral na noite desta segunda-feira (17/8).
Para ela, lei eleitoral não oferece nenhuma objeção ao uso da fé como critério de escolha. “Grupos religiosos, como os demais grupos de interesse, devem ter direito a espaço no debate eleitoral”, defendeu, combatendo a premissa de religião seja fator de alienação. A advogada foi enfática ao dizer que nem de longe o Estado laico não se deve se confundir com o Estado hostil ou ateu. O silêncio eloquente da Constituição Federal, argumentou, indica que os grupos religiosos devem ser respeitados na cena eleitoral.

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